quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Palavras de Jesus! (Mt 6:1)


“Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste.” (Mateus 6:1)

- Homens religiosos queriam ser “vistos”, reconhecidos e elevados na época de Jesus (Lucas 18:10-12). Plantavam uma humildade superficial para receber suculentos frutos de vanglória. As atitudes mecânicas de fariseus e mestres da lei que queriam ser vistos pelos homens foram expostas e desmascaradas pelo Senhor Jesus, pois “... todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hebreus 4:13b). O procedimento dos religiosos contemporâneos de Jesus devem nos alertar quanto ao perigo de se ter atitudes nobres, porém com razões erradas. A simples adoração a Deus, bem como ser generosos com os semelhantes não nos livra do mal. Precisamos ter corações purificados de toda e qualquer injustiça e amar verdadeiramente a Deus e ao nosso próximo, livres da corrupção que há no mundo (Filipenses 4:8; 2 Pedro 1:2-4). Só desta forma a nossa adoração terá garantido o seu objetivo: Deus e unicamente a Deus.

por Elcio M. P. Soares

Agosto - 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Palavras de Jesus! (Mt 5:43-48)

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“Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo? Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.” (Mateus 5:43-48)

- Jesus mais uma vez quebra a barreira do ego humano com mais esta declaração. A cada pronunciamento deste sermão, o Senhor parece aumentar as exigências da justiça do reino para os seus cidadãos. Como seres humanos prontos para o revide, quando ultrajados, as palavras “amai os vossos inimigos” nos atordoam e nos fazem perguntar: Como é possível? Na verdade pensamos: “é impossível!” O amor é a resposta, pois o ágape é incondicional. Deus nos ama e nos amou mesmo “quando inimigos,” pois “fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho” (Romanos 5:10). Outra pergunta nos vem a mente: “Como amar aquelas pessoas que justamente seriam aquelas que deveríamos odiar?” Jesus mostra que não há espaço para a vontade humana, quando o quesito é amar. Ele nos amou enquanto éramos seus inimigos. Na cruz, Jesus pediu ao Pai que perdoasse aos homens tamanha ofensa e condenação. Jesus no Getsêmani, sentindo tamanha aflição e angustia antes de se entregar aos pecadores, desistiu de sua vontade para fazer a do Pai. Amar ao próximo não era algo que os judeus e mais especificamente, os fariseus eram ignorantes, pois a lei já exigia esta obrigação (Levítico 19:18), mas eles entendiam erroneamente a vontade do Senhor como sendo apenas aos seus patrícios, mas o amor como o de Deus vai além das fronteiras multirraciais. Com todo o sofrimento que este povo passou ao longo dos anos de sua existência, havia muita gente para odiar, mas muitos, especialmente os fariseus e mestres da lei, tropeçavam no quesito amar e também que a Deus “pertence a vingança;” e é Ele que retribuirá, “diz o Senhor” (Romanos 12:19). Amar como Deus ama é perfeição, portanto, sejamos “perfeitos como perfeito” é o “Pai celeste.”

por Elcio M. P. Soares

Julho - 2009

terça-feira, 7 de julho de 2009

Palavras de Jesus! (Mt 5:42)

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“Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes.” (Mateus 5:42)

- O apóstolo Paulo instruindo os irmãos em Tessalônica disse: “se alguém não quer trabalhar, também não coma” (2 Tessalonicenses 3:10b). Porém, Jesus nos ensina que não devemos ignorar quem nos pede ou mesmo emprestar algo. Dar ou emprestar algo a alguém que “mereça” é relativamente fácil, mas quando o beneficiado é alguém que nos faz mal ou alguém que não mereça, que é o contexto aqui, a situação muda completamente. Dois pontos a observar: 1º – a instrução de Paulo não é uma punição, mas uma exortação motivada pelo amor a fazer o que é certo diante de Deus, pois trabalhando podemos ajudar a quem precisa e assim “acudir ao necessitado” (Efésios 4:28). 2º – o ensino de Jesus nos mostra que é melhor dar e emprestar, mesmo a quem não mereça, do que reter, pois, naquele momento aquela possa ser a necessidade da pessoa. O amor ao próximo não pode ter barreiras, porque o amor que recebemos de Deus é incondicional, e este é o amor que precisamos ter para com os outros. Portanto, devemos como cristãos motivar a todos ao trabalho e dessa forma poderem ter seus próprios recursos e ajudar a quem precise. Também, devemos de igual forma, ajudar e acudir aqueles que, mesmo não merecendo, necessitam de alguma coisa. Dessa forma expressamos na prática o amor incondicional de Deus e glorificamos o seu bendito nome.

por Elcio M. P. Soares

Julho - 2009

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Palavras de Jesus (Mt 5:38-41)

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“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas.” (Mateus 5:38-41)

- Jesus continua a expor princípios do cidadão do reino e com certeza sofre a rejeição dos cidadãos comuns de sua época. Aqui vemos mais uma expressão radical da justiça de Deus contrastando a imagem distorcida da lei pelos fariseus em relação a vontade do Senhor. Daqui, talvez, podemos tirar exemplos de como amar os nossos inimigos. Duas questões para refletirmos: Será que em situações de perigo, quando somos atacados como cidadãos comuns ou quando atacam nossos entes queridos, ficaremos inertes vendo tudo acontecer? Se tiver ao nosso alcance e sendo possível devemos nos defender de tais ataques, sejam eles roubos ou investida contra a integridade física? E se o motivo do ataque for a nossa fé em Cristo e a pregação da Palavra de Deus, devemos deixar a justiça e a vingança pertencer a Deus que julgará e condenará os agressores? Estas duas questões nos ajudam a ponderar em como enfrentaremos tais situações em nossas vidas, seja como cidadãos, seja como cristãos. “Não resistais ao perverso” tem a ver com o modo que, como cristãos, iremos tratar aqueles que nos fazem mal. A nossa reação a maldade que recebermos de alguém, tem que ser respondida com amor por esta pessoa; o amor que recebemos de Deus. Responder com o mal a alguém que nos fez mal, não concorda com o ensino do apóstolo Paulo aos romanos: “Não torneis a ninguém mal por mal” (12:17); e nem tão pouco com o ensino de Jesus: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles” (Mateus 7:12). Isto não nos impediria de usar recursos mais enérgicos para reduzir ou conter algo injusto contra nós, porém eles devem ser conferidos com amor – amor ao próximo – e não com o desejo de vingança, maldade ou egoísmo.

por Elcio M. P. Soares

Julho - 2009

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Palavras de Jesus! (Mt 5:33-37)


“Também ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás rigorosamente para com o Senhor os teus juramentos. Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo céu, por ser o trono de Deus; nem pela terra, por ser estrado de seus pés; nem por Jerusalém, por ser cidade do grande Rei; nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.” (Mateus 5:33-37)

Em Levítico 19:12 lemos: “... nem jurareis falso pelo meu nome, pois profanaríeis o nome do vosso Deus.” A lei não ordenava que ninguém jurasse, mas ela mostrou que quando tivesse algum juramento, deveria ser feito em nome de Deus e em hipótese alguma haver falsidade (Deuteronômio 6:13; Levítico 19:12; Zacarias 8:17). Mas isto não indicava que fora de juramento, alguém poderia mentir, pois o Senhor Deus abomina a mentira (Provérbios 6:16,17; 12:22). O problema é que a tradição farisaica encontrava nisto uma fenda para sair de seus erros, ou seja, quando o nome de Deus estivesse envolvido, não se jurava falsamente, porém não tendo o nome do Senhor, era uma porta aberta para a desonestidade. No entanto, eles deveriam encontrar nos regulamentos de Deus, uma porta para a fidelidade a verdade contínua. O que Jesus condena aqui não são os juramentos em si, mas o engano praticado pelos oportunistas, pois na verdade, qualquer juramento que se faça, está diante de Deus, mesmo que diretamente não envolva o Seu nome. Um simples “sim” ou “não” não nos coloca em menor responsabilidade com a verdade e com nossos compromissos, que qualquer juramento que se faça (Mateus 12:36,37). Um juramento não obriga necessariamente a quem o faz de reforçar a verdade, mas assegura ao seu receptor uma maior segurança. O que o Senhor quer é que haja total e absoluta verdade em nossos corações e lábios. O que Jesus espera de cada um de nós em nossos relacionamentos, seja com Ele, com Deus e com o nosso próximo é que sejamos absolutamente sinceros e verdadeiros, ou seja, tenhamos compromisso com a verdade, mesmo nas coisas pequeninas e nos por menores da vida cotidiana. Como seres humanos, estamos sujeitos a sucumbir às tentações de mentir, ser infiel, odiar, agir com egoísmo, ceder às concupiscências, esquecer e não cumprir com compromissos com os outros e principalmente com Deus. Tais condutas não coincidem com um andar santo e consagrado daquele que se declara seguidor de Cristo. Deus não pode mentir e espera que cada um que se declara cristão, tenha compromisso com a verdade, sendo honestos a qualquer custo, havendo transparência em suas palavras ditas a Deus ou a alguém, seja ela um “sim” ou um “não” (Tito 1:2; Colossenses 3:9; Efésios 4:15,25). O cristão tem que estar ciente que ele não é obrigado a jurar, mas precisa e deve sempre dizer a verdade.
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por Elcio M. P. Soares

Abril – 2009