16 de dezembro de 2010

Reflexão do dia! (Mt 26:26-30)

"26 Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. 27  A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; 28  porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. 29  E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai. 30  E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras" (Mateus 26:26-30).

Jesus foi para o local que previamente estabeleceu para comemorar a páscoa com seus discípulos (v. 17-19). Ali, Ele revelou que um deles o trairia, e Judas acabou sendo desmascarado (v. 20-25). Logo após, Jesus se voltou para seus reais discípulos para enfim celebrar a páscoa. Ele usou os mesmos elementos utilizados pelos hebreus quando foi instituída a páscoa, que comemorava a libertação da escravidão no Egito (v. 26,27). Neste momento Jesus estava instituindo a sua própria páscoa, ou seja, a libertação de seu povo – seus seguidores – da escravidão do pecado. A nova aliança de Deus com os homens estava chegando (v. 26-28). Ele usou os mesmos símbolos da páscoa dos hebreus, porém, deu novo significado para eles (v. 26-28). O pão sem fermento, agora simbolizaria seu corpo e o suco da videira simbolizaria seu sangue (v. 26-28). Esta era a primeira e última ceia de Jesus com seus discípulos antes do estabelecimento de seu reino aqui na terra (v. 29). Seu reino, a igreja gloriosa, seria estabelecido noutra festa judaica - pentecostes -, após a sua ressurreição. Determinado no que ia fazer, Jesus louvou ao Pai e partiu para o local onde seria entregue nas mãos dos pecadores (v. 30).

- Jesus estava numa comunhão íntima com seus discípulos. Enquanto saboreavam uma refeição, Ele chamou a atenção para si fazendo uma importante declaração: o pão da páscoa, agora iria simbolizar o seu corpo. Então Ele partiu este pão – o seu corpo – e deu a seus discípulos para comer. Duas coisas importantes aqui: 1º - A comunhão íntima com o Senhor é privilégio de discípulos. Quem não tem compromisso com Jesus está fora de sua comunhão. Jesus partiu o pão e deu aos seus discípulos; Ele não deu a qualquer pessoa, mas aqueles que queriam ter comunhão com Ele. 2º - A partir daquele momento, seu corpo seria o alimento para seus discípulos. Quem não se alimenta de Jesus, não pode ter vida em si mesmo, pois Ele é “o caminho, e a verdade, e a vida;” e ninguém vai ao Pai senão por Ele (João 14:6).

- Jesus, após dar novo significado ao pão da páscoa hebraica, se volta ao outro elemento: o suco da videira. Nesta nova aliança de Deus com os homens, o suco da videira simbolizaria o sangue de Cristo; o sangue que Ele derramaria na cruz pouco depois desta última reunião com seus discípulos. Da mesma forma que o pão, Jesus partilhou o suco da videira – o seu sangue – com seus discípulos, os que assumem compromisso com Ele. O sangue de Jesus – simbolizado pelo suco da videira – tem papel fundamental na vida do discípulo: a remissão de seus pecados. Se deixarmos a comunhão íntima com Jesus, deixamos de nos alimentar daquele que nos dá vida, e deixamos de ser purificados dos nossos pecados. A comunhão do corpo e sangue de Cristo é contínua e não esporádica, como alguns pensam. Carecemos e necessitamos continuamente da comunhão com Cristo para permanecermos vivos e remissos diante de Deus. Não deixemos a comunhão de Jesus!

- A presença de Jesus neste mundo estava chegando ao fim, mas mesmo em meio à angústia de saber o que lhe esperava, deu boas notícias aos seus discípulos: a comunhão plena no reino de seu Pai também estava chegando. Aquela era a primeira e última ceia com seus discípulos antes de seu sofrimento nas mãos dos pecadores: os açoites, a crucificação e a morte na cruz. Porém, em seu reino, Ele voltaria a partilhar desta comunhão com seus discípulos. Na igreja - seu reino aqui na terra - Ele se faz presente na comunhão do pão e do suco todo o primeiro dia da semana com seus discípulos. Fazemos isto para lembrar o que Ele fez por nós e nunca esquecermos; “fazei isto em memória de mim” (Lucas 22:19). A promessa de beber do suco da videira, novo, com seus discípulos foi cumprida. Glórias a Deus por isso.

- Jesus estava prestes a receber a traição de Judas. Após revelar dádivas espirituais aos seus discípulos como à nova aliança em seu sangue, Ele cantou um hino para louvar ao Pai. Em meio à agonia que se seguiria nos dias seguintes, o Senhor encontrou razões para cantar. No monte das oliveiras, Judas – o traidor – levaria os pecadores para prender Jesus e o levar para um interrogatório forjado, uma condenação preparada e uma morte dolorosa. Na verdade, Jesus tinha de passar por isso, pois do contrário estávamos todos condenados por causa do pecado. Qual a razão de Jesus cantar louvores no momento que antecedia seu sofrimento? Um deles talvez fosse por saber estar dentro da vontade do Pai. O sofrimento do Cordeiro fazia parte do plano de Deus para a redenção do homem. Se Jesus não tivesse feito isto, nós é que precisaríamos fazer e nenhum ser humano foi ou é capaz de fazer, ou seja, dar a vida pelos inimigos. 6 Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. 7 Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. 8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. 9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. 10 Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; 11 e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação” (Romanos 5:6-11).

Concluímos que a bondade de Deus não tem limites. Ela não se limitou em poupar Jesus de seu sofrimento aqui na terra. Pela sua bondade, Ele deixou registrado em sua Palavra o que Cristo fez por nós, dando a sua vida em nosso favor. Mais ainda, Jesus nos deixou a ceia, onde podemos comer do pão e tomar do suco, seu corpo e seu sangue respectivamente. Jesus estabeleceu, Paulo recebeu do Senhor e passou para nós através de suas cartas como deveríamos proceder para jamais esquecer a dádiva de ter sido salvo pela morte e ressurreição de Cristo.

23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; 24 e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. 25 Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. 26 Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha” (1 Coríntios 11:23-26).

A ceia não é um ritual repetitivo, ela é o memorial de Jesus para a comemoração da nossa libertação do pecado, assim como a páscoa era a comemoração dos hebreus pela libertação da escravidão no Egito. Glórias a Deus e ao nosso Senhor Jesus Cristo por esta dádiva!

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